Dor generalizada, fadiga, sono que não descansa, “névoa mental”. Quem tem fibromialgia conhece bem — e conhece também a descrença dos outros, porque a doença não aparece em raio-X nem em exame de sangue. Isso não impede o benefício do INSS: impede apenas que ele seja conseguido sem estratégia de prova.
Qual benefício cabe
- Auxílio por incapacidade temporária, quando a crise ou o quadro impede o trabalho por mais de 15 dias;
- Aposentadoria por incapacidade permanente, quando o quadro é grave, refratário ao tratamento e incapacita para qualquer trabalho;
- BPC-LOAS, em casos de impedimento de longo prazo com baixa renda, mesmo sem contribuições;
- Em quadros com limitação parcial, pode caber auxílio-acidente ou readaptação, conforme o caso.
Como provar uma dor que não sai em exame
A fibromialgia (CID M79.7) tem diagnóstico clínico. A prova se constrói com consistência e tempo:
- Acompanhamento regular com reumatologista — relatórios periódicos valem mais que um laudo isolado de véspera;
- Relatório detalhado: pontos dolorosos, escalas de dor, sono, fadiga, resposta aos tratamentos já tentados (medicações, fisioterapia, atividade física supervisionada);
- Registros de psiquiatria/psicologia, comuns no quadro (depressão e ansiedade associadas reforçam a incapacidade);
- Impacto na função: descreva o que sua atividade exige (esforço, repetição, concentração) e por que o quadro impede;
- Atestados e afastamentos anteriores, mostrando a cronicidade.
Perícia do INSS negou: e agora?
É o desfecho mais comum em fibromialgia — perícias rápidas tendem a subestimar doenças invisíveis. Na ação judicial, o juiz nomeia perito (muitas vezes reumatologista), aceita quesitos específicos e analisa o conjunto: histórico, idade, escolaridade e a real chance de recolocação. A reversão é frequente quando a documentação é bem construída.
Tem fibromialgia e não consegue mais trabalhar?
Envie seus relatórios médicos pelo WhatsApp. Avaliamos qual benefício cabe e como reforçar a prova.
Falar com o escritório